A máquina parou seguido de paisagem com risco existencial

A máquina parou seguido de paisagem com risco existencial

R$ 35,00
Modelo: E. M. Forster
Disponibilidade: Em Estoque

Num futuro indeterminado e numa Terra ecologicamente arrasada onde as pessoas vivem em um mundo subterrâneo servido e controlado por uma Máquina, um jovem busca uma saída. O enredo é simples, mas as cenas que o articulam, escritas na primeira década do século 20, são fortes em premonição tecnológica e carregadas de arrepiante ameaça. E. M. Forster, autor de conhecidos romances como Passagem para a Índia, Um quarto com vista e Maurice, transformados em filmes de sucesso, foi um dos autores mais destacados da literatura britânica do século 20, várias vezes cogitado para o Prêmio Nobel. Em 1909, Forster, publicou A máquina parou: lida hoje, esta pequena novela inédita no Brasil revela todo seu poder de análise das relações entre a humanidade e a tecnologia em uma era em que, como advertiu Walter Benjamin, a humanidade se prepara para sobreviver à civilização. Já em “Paisagem com risco existencial”, o escritor e ensaísta Teixeira Coelho destaca os pressupostos e as consequências desta peça literária para a compreensão do tempo presente.

Num futuro indeterminado que, na perspectiva de hoje, é daqui a pouco e mesmo já, as pessoas se comunicam por meio de tablets com som e vídeo, recebem em seus próprios quartos-casa tudo de que precisam — de comida a música , além de informação fornecida por um aparelho equivalente ao televisor — e não gostam de contatos físicos. Vivem subterraneamente e não gostam da superfície da Terra, que nada lhes diz. Tudo gira ao redor de uma Máquina central.

A máquina parou é um conto do autor dos romances Passagem para a Índia, Um quarto com vista e Maurice, entre outros, inicialmente publicado em novembro de 1909 na The Oxford and Cambridge Review. Em 1973, três anos após a morte do autor, foi incluída no volume II da coletânea The Science Fiction Hall of Fame. No Brasil, passou despercebida até este momento.

Em prefácio a seu Collected Short Stories, de 1947, Forster escreveu que A máquina parou havia sido escrito como reação aos “paraísos” da ficção científica de H. G. Wells. Com isso dizia não concordar com a visão otimista do autor de A guerra dos mundos, de 1898 e que provocou a conhecida celeuma na emissão radiofônica de Orson Welles em 1938. Nem toda as obras de ficção científica de H. G. Wells, que cunhou a expressão “máquina do tempo”, terminavam bem; mas várias, sim — como a mesma Guerra dos mundos. Forster preocupava-se com a submissão do homem à tecnologia, ainda mais forte do que a ascendência da máquina sobre o homem, tema de seu conto. Catorze anos depois do primeiro livro de Wells (A máquina do tempo, 1895), Forster entendeu que a dependência humana da tecnologia punha em risco a existência da humanidade real. As duas guerras mundiais que se seguiriam, em 1914 e 1939, iriam lhe dar razão.

Mas, seu cenário foi muito mais longe e hoje se vê de modo nítido como a imaginação de Forster foi capaz de antecipar o modo de vida tecnológico destes dias atuais do século 21. O conto é perfeito na previsão de produtos, comportamentos e reações. E preocupante.

No posfácio, o escritor e ensaísta Teixeira Coelho extrai as consequências atuais da situação imaginada por Forster e do aumento do risco existencial que acompanha os benefícios advindos do crescimento exponencial da tecnologia da computação.

Especificações Técnicas
Autor(a) E. M. Foster
Tradutor(a) Ana Goldberger
Largura 15,5
Altura 22,5

Fazer um comentário

Seu Nome:
Seu Comentário: Obs: Não há suporte para o uso de tags HTML.
Avaliação: Ruim Bom
Digite o código da imagem:

Continuar